O presidente Jair Bolsonaro voltou atrás, por ora, na sua queda de braço com o deputado federal Luciano Bivar pelo controle da legenda e dos recursos do fundo partidário do PSL. “Por enquanto, eu continuo”, afirmou ao sair do Palácio do Planalto nesta tarde de quarta-feira (9). “Não tem crise. Briga de marido e mulher, de vez em quando acontece. Tudo bem”, disse ele aos jornalistas.

Apesar de negar a crise, o presidente recebeu nesta quarta, fora da agenda, um grupo de deputados do partido que tem formado uma dissidência contra o presidente do PSL Luciano Bivar.

Ao sair do encontro, os advogados Admar Gonzaga, ex-ministro do TSE, que tem atuado como conselheiro do presidente, e Karina Kufa, advogada pessoal de Bolsonaro, afirmaram que ele está “desconfortável” no PSL e acusaram o partido de falta de transparência.

Bolsonaro fez uma tentativa de abocanhar a legenda para controlar os recursos milionários do fundo partidário e comandar o processo de indicação dos candidatos à prefeito nas eleições de 2020.

As críticas de Bolsonaro estão dirigidas contra Bivar. “O problema não é meu, o pessoal quer um partido diferente, atuante. Este partido está estagnado”, afirmou. “Não tem crise, não tem o que alimentar. Não tem confusão nenhuma”, declarou Bolsonaro.

Na terça-feira, o presidente ajudou a alimentar a crise que vem crescendo no PSL ao dizer a um apoiador, na frente do Alvorada, que esquecesse o partido e seu presidente, Luciano Bivar, que estaria “queimado”.

Bolsonaro nesta quarta deu uma outra versão para este diálogo, alegando que disse ao apoiador para não adiantar a sua condição de candidato a vereador, com isso evitando problemas com a Justiça Eleitoral.

É o Bolsonaro, errático e sem rumo partidário.

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