Indicado ao Prêmio Nobel da Paz, o ex-presidente Lula receberá outro prêmio internacional na quinta-feira, dia 10, informa a jornalista Tereza Cruvinel. "Richard Trunka, presidente da maior central sindical norte-americana, a AFL-CIO, vai a Curitiba entregar-lhe o Premio George Meany-Lane Kirkland de Direitos Humanos 2019"


(Foto: Ricardo Stuckert)

Indicado ao Prêmio Nobel da Paz, que será conhecido na sexta-feira, o ex-presidente Lula receberá outro prêmio internacional na quinta-feira, dia 10. Richard Trunka, presidente da maior central sindical norte-americana, a AFL-CIO, vai a Curitiba entregar-lhe o Premio George Meany-Lane Kirkland de Direitos Humanos 2019. O secretário-geral da maior central espanhola, a UGT, Pepe Alvarez também visita Lula na quinta.

A projeção da campanha Lula Livre fora do Brasil e sua caracterização como preso político aumentam o desconforto interno com uma situação que joga mais lenha na queima da imagem internacional do país. Cada distinção externa, como a concessão do título de cidadão honorário de Paris, faz aumentar a busca por solução para o caso de Lula, que já recusou a progressão de regime proposta por seus próprios acusadores, os procuradores da Lava Jato, persistindo na proclamação de sua inocência e na denúncia de sua condenação como uma trama da Lava Jato para impedir sua eleição. Bolsonaro se elegeu e premiou Moro com o Ministério da Justiça.

Em seu comunicado sobre a concessão do prêmio a Lula, em março passado, a AFL-CIO, que tem mais de 10 milhões de trabalhadores filiados e congrega 54 federações sindicais, relata a trajetória de Lula, sua atuação sindical e os êxitos de seu governo para concluir: “as elites privilegiadas minaram as frágeis instituições democráticas do pais, especialmente o Judiciário, e tomaram medidas extraordinárias e ilegais para impedir Lula de disputar a presidência em 2018, quando todas as pesquisas previam sua vitória. Desde 7 de abril de 2018 Lula é um prisioneiro político, condenados por “atos oficiais indeterminados”.

Na semana passada, a ex-presidente Dilma foi uma convidadas internacionais da UGT para a festa de seus 130 anos. A central sindical encampou o pedido de apoio que ela fez a partidos e sindicatos espanhóis à campanha pela libertação de Lula. A visita do secretário-geral Pepe Alvarez faz parte deste esforço.



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