O jornalista Reinaldo Azevedo, da Folha e da BandNews, defendeu nesta quarta-feira (9) o impeachment ‘já’ de Sérgio Moro pelas torturas no sistema prisional do Pará. Segundo ele, há elementos que justificam o impedimento do ministro da Justiça por violação aos direitos humanos.

Em ação do Ministério Público Federal (MPF) do Pará, ajuizada por 17 procuradores, há relatos de detentos, ex-detentos, familiares e agentes prisionais, além de imagens e vídeos, apontando indícios de violações de direitos humanos generalizadas contra presos durante a intervenção.

Ato contínuo, a Justiça Federal do Pará afastou na sexta-feira (4) o coordenador da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), Maycon Cesar Rottava, que iniciou em julho deste ano no estado, após o massacre em Altamira. Mas isso não impediu que Moro prestigiasse nesta segunda-feira (7) o coordenador afastado.

Antes, porém, vale um recorte para a live (transmissão ao vivo) do presidente Jair Bolsonaro (PSL), na última quinta (3). O dito cujo surtou ao saber de um disque denúncia criado pelo prefeito de Cariacica (ES), Juninho do PPS, que foi acusado de participar de uma trama “comunista” ao registrar os abusos de autoridade na Força Nacional.

Voltemos a Reinaldo Azevedo.

O jornalista apelou para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, para que assumam suas responsabilidades diante das denúncias de torturas praticadas por agentes da Força Nacional – tropas comandadas por Moro.

O ministro da Justiça, por sua vez, elogiou o “bom trabalho” da Força Nacional no Pará.

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