Jeanine Áñez, autoproclamada presidenta da Bolívia após o golpe que derrubou Evo Morales do poder, acusou a embaixadora do México na Bolívia, María Teresa Mercado, a encarregada de negócios da Espanha na Bolívia, Cristina Borreguero, e o cônsul espanhol, Álvaro Fernández, de "ferir a soberania" do país

Jeanine Áñez (Reprodução/YouTube)

Jeanine Áñez, autoproclamada presidenta da Bolívia após o golpe que derrubou Evo Morales do poder, expulsou do país a embaixadora do México e diplomatas espanhóis, nesta segunda-feira (30). As ordens são para que deixem a Bolívia em até 72h.

Em comunicado à imprensa, Áñez dirigiu aos diplomatas a acusação de ferir a soberania e a dignidade do povo e do governo da Bolívia. “O governo constitucional que presido decidiu-se a declarar ‘persona non grata’ a embaixadora do México na Bolívia, María Teresa Mercado, a encarregada de negócios da Espanha na Bolívia, Cristina Borreguero, o cônsul Álvaro Fernández, e a um grupo de supostos diplomatas encapuzados e armados”, declarou.

Apesar da expulsão, a chanceler do governo boliviano, Karen Longaric, disse que o ocorrido não significa ruptura das relações diplomáticas entre esses países. O ministro das Relações Exteriores do México orientou a embaixadora a retornar ao seu país para garantir sua segurança, classificando a decisão como de caráter político.

Já os diplomatas espanhóis chegaram à embaixada mexicana na última sexta-feira (27) junto a agentes de segurança e foram acusados de atividade suspeita e de tentar retirar do local o ex-ministro Juan Ramón Quintana, lá abrigado desde a renúncia de Evo Morales. A intenção não foi confirmada pelo governo espanhol.

A embaixada mexicana forneceu asilo a um grupo de pessoas ligadas ao governo de Evo Morales após a sua renúncia. Além disso, o governo mexicano também ofereceu asilo a Evo e os seus familiares, o que desgastou as relações entre os dois países. O ex-presidente boliviano está exilado na Argentina com os seus filhos, em Buenos Aires.


Revista Fórum

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