© REUTERS / Marco Bello
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (3) em coletiva de imprensa que sua decisão de matar o general iraniano Qasem Soleimani teve como objetivo prevenir, e não iniciar uma guerra.
"Agimos na noite passada para impedir uma guerra, não agimos para iniciar uma guerra", afirmou o republicano em sua residência na Flórida.Trump disse ainda que os Estados Unidos estão preparados para tomar qualquer ação necessária caso o Irã ameace cidadãos norte-americanos. Além disso, afirmou que os EUA têm alvos militares totalmente identificados.
O presidente disse ainda que Washington não busca uma mudança de governo no Irã, mas que o país pare imediatamente com "agressões" regionais, inclusive por meios indiretos.
'Ataques iminentes e sinistros'
Trump acusou Soleimani de planejar "ataques iminentes e sinistros", mas não explicou que planos seriam essas."Mas nós o pegamos em ação e o exterminamos", acrescentou.
Anteriormente, o republicano havia dito pelo Twitter que o comandante era responsável pela morte de milhares de norte-americanos.
A crise entre EUA e Irã e a tensão no Oriente Médio aumentaram nas últimas horas, após Soleimani, comandante da unidade Força Quds, do Corpo de Guardiões da Revolução islâmica, ser executado nos arredores de Bagdá em bombardeio autorizado por Trump.
Irã prometeu vingança
De acordo com Washington, Soleimani havia autorizado ataques contra a embaixada dos Estados Unidos no Iraque, que foi recentemente invadida por manifestantes, e também um ataque contra a base de Kirkuk, que matou um soldado terceirizado dos EUA e deixou norte-americanos e iraquianos feridos.Considerado um dos líderes mais influentes na região, a execução do general foi vista pelos iranianos como uma grande agressão por parte dos norte-americanos. Milhares de pessoas saíram às ruas em todo o país para lamentar a morte do militar e protestar contra os EUA.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu vingança aos "criminosos" que mataram Soleimani.
Sputnik Brasil

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