Manifestantes saíram às ruas para expressar luto pela morte do general e para marchar contra Washington, informou agência iraniana
REDAÇÃO OPERA MUNDI
Milhares de iranianos foram às ruas em diversas cidades do país nesta sexta-feira (03/01) para protestar contra o bombardeio norte-americano ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na noite desta quinta-feira (02/01) contra o aeroporto de Bagdá, capital do Iraque, que matou o general da Guarda Revolucionária do Irã Qassem Soleimani.
Segundo a agência iraniana Tasnim, os manifestantes saíram às ruas para expressar luto pela morte do general e para marchar contra Washington.
O funeral de Soleimani será realizado neste sábado (04/01), em Bagdá, capital do Iraque, a partir das 11h (4h, no horário de Brasília). O anúncio foi feito pelas Forças de Mobilização Popular, conjunto de milícias xiitas iraquianas pró-Irã, em sua página no Facebook.
"O funeral oficial será seguido por funerais populares nas entradas da Zona Verde [área fortificada onde fica a Embaixada dos EUA em Bagdá], às 11h", disse o grupo. Segundo a emissora catari Al Jazeera, preparativos para a transferência do corpo de Soleimani para o Irã também já estão em andamento. Na capital do país, Teerã, manifestantes organizaram orações públicas e foram registrados pedidos de "vingança" pelo ataque dos EUA.
🎥هماکنون، عزاداری و راهپیمایی مردم کرمان در پی شهادت #سردار_قاسم_سلیمانی pic.twitter.com/97ShaMxI2E— خبرگزاری تسنیم 🇮🇷 (@Tasnimnews_Fa) January 3, 2020
Vahid Ahmadi/Tasnim
Em Teerã, bandeiras dos EUA e de Israel foram incendiadas.
Ainda na cidade, manifestantes caminharam pela principal avenida e se concentraram em frente à mesquita de Mosala segurando cartazes com dizeres como "morte à América" e "morte a Israel". Bandeiras das duas nações também foram incendiadas.
'Terrorismo internacional'
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, classificou o bombardeio norte-americano como um ato de "terrorismo internacional" e um ato "extremamente perigoso".
Por sua vez, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Keyvan Khosravi, disse que "os custos que Washington terá que pagar serão muito mais severos do que as conquistas miraculosas desse tipo de jogada cega".
Três dias depois do ataque contra a embaixada norte-americana em Bagdá por manifestantes pró-Irã, o presidente dos EUA ordenou na noite desta quinta-feira um ataque aéreo na capital do Iraque que matou o general iraniano Qasem Soleimani. Abu Mehdi al-Muhandis, líder de uma milícia iraquiana aliada de Teerã, também morreu no bombardeio contra o Aeroporto de Bagdá.
Em resposta, o governo do Irã qualificou o ataque como uma "escalada extremamente perigosa e imprudente" deflagrada por Washington, enquanto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da nação islâmica, pediu "vingança".
*Com Fórum e Ansa
Opera Mundi
Por sua vez, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Keyvan Khosravi, disse que "os custos que Washington terá que pagar serão muito mais severos do que as conquistas miraculosas desse tipo de jogada cega".
Vahid Ahmadi/Tasnim
Bombardeio
Três dias depois do ataque contra a embaixada norte-americana em Bagdá por manifestantes pró-Irã, o presidente dos EUA ordenou na noite desta quinta-feira um ataque aéreo na capital do Iraque que matou o general iraniano Qasem Soleimani. Abu Mehdi al-Muhandis, líder de uma milícia iraquiana aliada de Teerã, também morreu no bombardeio contra o Aeroporto de Bagdá.
Em resposta, o governo do Irã qualificou o ataque como uma "escalada extremamente perigosa e imprudente" deflagrada por Washington, enquanto o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da nação islâmica, pediu "vingança".
*Com Fórum e Ansa
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