Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), no fim de 2019, a taxa de desemprego no Brasil foi de 12,1%. Enquanto isso, bancos privados aumentam seus lucros.
Bancos com lucros astronômicos, capatazes do sistema de repressão, miséria da população.
Nos últimos 3 meses de 2019, o Itaú obteve lucro de cerca de R$ 7,3 bilhões, com aumento de R$ 800 milhões em comparação com o mesmo período de 2018. No entanto, dos grandes bancos, foi o único que diminuiu a distribuição de dinheiro para acionistas em 2019. O objetivo é reservar recursos para oferecer mais empréstimos durante o ano. Os banqueiros esperam faturar alto com os juros de empréstimos. O seu parasitismo não se intimida diante de obstáculos como a queda da taxa de juros Selic e da taxa de juros do cheque especial.
O Bradesco teve aumento nos seus lucros semelhante ao do Itaú, no fim de 2019; aproximadamente R$ 800 milhões. Ao mesmo tempo, seguiu a tendência do Santander, e aumentou os pagamentos aos acionistas. Em termos concretos, isso se deve sobretudo ao fato de que naquele ano o Bradesco distribuiu entre os acionistas um dividendo de R$ 8 bilhões.
Os lucros do banco espanhol Santander no último trimestre de 2019 – R$ 3,7 bilhões – não foram muito maiores que os de 2018. Em todo o caso, distribuiu alguns bilhões entre seus acionistas. Como os outros parasitas privados, espera ampliar lucros e distribuir mais dinheiro para acionistas durante 2020. Itaú, Santander e Bradesco são os três bancos que obtêm os maiores ganhos no Brasil a partir dos capitais neles investidos, às custas da catástrofe social e política.
O Banco do Brasil lucrou aproximadamente R$ 5,7 bilhões no mesmo período. De acordo com a política da instituição, há um limite para os valores a serem divididos entre os acionistas: entre 30% e 40% dos lucros. O caráter semiprivado do Banco do Brasil inclina a sua direção a administrá-lo tendo em vista o lucro a ser divido entre acionistas. O banco é desviado daquilo que deveria ser o seu principal objetivo, isto é, priorizar a população que depende dos seus serviços, em detrimento dos parasitas que lucram às custas dos trabalhadores.
Os banqueiros estão um pouco preocupados com a (remota?) possibilidade de tributação de dividendos em razão da reforma tributária. Mas é preciso não se iludir com as “reformas” do estado burguês, mesmo aquelas que parecem mais favoráveis, como a cobrança de impostos sobre os ganhos de acionistas. É preciso que os trabalhadores conquistem o poder e expropriem todos os meios de produção, atualmente nas mãos da burguesia, inimiga da população. Somente assim a riqueza será produzida e dividida no interesse de todos, e não apenas de um pequeno grupo de parasitas. Pela estatização dos bancos sob um governo operário e socialista!
Diário Causa Operária

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