Em mais uma decisão monocrática, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, decretou a ilegalidade da greve dos petroleiros. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos irão recorrer da decisão. A orientação é que os petroleiros mantenham a greve e sigam as recomendações dos sindicatos em relação às tentativas de intimidação e assédio dos gestores da Petrobras.
As entidades lembram que na greve de novembro do ano passado, quando o ministro Ives Gandra decidiu isoladamente definir como ilegal a greve dos petroleiros, ele foi derrotado por seus pares na Seção de Dissídio Coletivo (SDC) do TST.
Na atual greve, Ives Gandra é novamente relator do processo de dissídio coletivo, e, mais uma vez, decidiu monocraticamente pela ilegalidade do movimento. Para isso, utilizou como fundamento o resultado de uma medida cautelar que a Petrobras ajuizou em seu favor.
Para o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, o ministro poderia ter pautado a greve dos petroleiros na sessão desta segunda (17) da SDC ou aguardar o julgamento designado para o dia 09 de março. “O mínimo que se esperava era que o ministro Ives Gandra respeitasse a decisão anterior de seus pares na SDC, o que não ocorreu”, contesta.
A greve entra nesta terça-feira em seu 18º dia, com 21 mil trabalhadores mobilizados em mais de 120 unidades do Sistema Petrobras. Para a FUP e seus sindicatos, a força do movimento paredista está na unidade da categoria petroleira e na resistência aos desmandos da gestão Castello Branco.
Os petroleiros informam que qualquer decisão sobre a greve será deliberada coletivamente em assembleias, previamente convocadas pela FUP e seus sindicatos, após deliberação das entidades e publicação de edital específico.
Com informações da FUP.
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