O que se indaga é como alguém em tal estado de desarticulação política pode sonhar com a reeleição
Bolsonaro no lançamento do seu partido, o Aliança pelo Brasil - Foto: Orlando Brito
Aí é que está. Com pouco mais de um ano de governo, Bolsonaro vem se mostrando um tremendo perna-de-pau no jogo político — e não é só porque não conseguiu construir nem seu partido e nem uma base de apoio minimamente sólida no Congresso. O presidente vem mostrando que é ruim de bola nos lances mais básicos da sobrevivência política.
Chegará candidato à reeleição em 2022 sem ter eleito um só prefeito por seu suposto novo partidos este ano. Pior que isso, não tem ainda candidatos fortes nas principais cidades do país, ainda que por outras legendas. Bolsonaro parece estar esperando que esses candidatos, de perfil de centro ou de direita, caiam em seu colo pela força da gravidade nas disputas com representantes do campo progressista.
O presidente e seus problemas – Foto Orlando Brito
O apresentador José Luiz Datena, por exemplo, foi citado como um possível nome do bolsonarismo para a estratégica prefeitura de São Paulo. Mas Datena vai se filiar na próxima quarta-feira ao MDB, sob as bênçãos de Rodrigo Maia e de João Dória, provavelmente para ser o candidato a vice na chapa de reeleição do prefeito Bruno Covas. Uma tremenda incompetência da articulação de Bolsonaro.
Eduardo Paes, prefeito do Rio e novamente candidato – Foto Orlando Brito
Aliás, a incompetência política máxima de Jair Bolsonaro tomou corpo na recentemente criada frente de vinte governadores dos mais variados partidos e matizes ideológicas. Colocar Dória, Witzel, Flavio Dino, Rui Costa e outros juntos — e contra ele — não é pouca coisa não.
O que se indaga é como alguém em tal estado de desarticulação política pode sonhar com a reeleição.
Os Divergentes



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