Empresa teria ainda chantageado embaixador equatoriano, conforme denúncias investigadas pela justiça espanhola contra o dono da empresa
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| “Liberdade de expressão *exceto para crimes de guerra”, diz o caminhão. Foto: Reuters / Peter Nichol |
O proprietário da empresa espanhola de segurança UC Global, David Morales, está sendo alvo de investigações na justiça espanhola sob acusações como propina, lavagem de dinheiro e violação de privacidade. No curso das investigações, foi revelado que a empresa, contratada para fazer a segurança da embaixada equatoriana na Inglaterra, fora também pago pelos Estados Unidos para vigiar e vazar dados sobre o ativista Julian Assange.
Em depoimento nos tribunais ocorrido hoje, um ex-funcionário confirmou ter pego fraldas sujas de uma criança que seria filha do ativista, além de ter chantageado o Embaixador do Equador com fotos comprometedoras para impedir o cancelamento do contrato de segurança. De acordo com o ex-funcionário, toda a embaixada fora grampeada, com envio do material para o governo dos Estados Unidos.
Os advogados de Assange esperam usar as denúncias para esclarecer a posição de que a prisão e o processo de extradição se deve a crimes políticos.
Diário Causa Operária

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