Ex-presidente cobrou reação das instituições às posturas de Bolsonaro e criticou a falta de sensibilidade com as vítimas e trabalhadores
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| Lula também condenou pressão dos empresários pela reabertura das atividades Reprodução |
“É preciso começar o ‘fora, Bolsonaro’ porque não é possível a gente permitir que ele destrua a democracia”, disse Lula, em entrevista transmitida ao vivo pelas redes sociais à Rádio Povo do Ceará. “A verdade é que o Bolsonaro não tinha condições de governar o Brasil nem em tempos de normalidade, quanto mais nessa crise.”
Lula também criticou a recusa de cooperação entre o governo federal e os governadores, em função da conduta de confronto adotada pelo presidente. “O problema do Bolsonaro é que ele não pensa em governar o país. Ele transformou os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e do Nordeste em inimigos, só porque o contrariam”, criticou, referindo-se à insistência do atual presidente em romper com as medidas de distanciamento social como forma de reduzir os impactos da pandemia sobre a população, usando a defesa da atividade econômica como argumento.
Ele também destacou a falta de sensibilidade de Bolsonaro, que segue tratando o número de vítimas fatais do coronavírus com desprezo. “Ele acha que é normal uma mãe enterrar um filho sem poder ver a cara dele? Estamos nessa situação.”
Trabalhadores contra a parede
O ex-presidente também atacou os discursos de Bolsonaro que contradizem sua prática. “No discurso, ele fala em preservar empregos, mas na prática manda medidas provisórias pra prejudicar os trabalhadores e retirar direitos”, afirmou Lula, em referência a matérias como a Medida Provisória (MP) 936, que possibilita a suspensão dos contratos de trabalho ou redução das jornadas e salários.O líder petista também criticou a pressão de setores empresariais pela retomada das atividades econômicas em meio à pandemia. “Querem voltar a trabalhar? Mostrem seriedade. Façam com que os trabalhadores tenham garantia de que vão ter luvas, máscaras, transporte público higienizado. As pessoas precisam entender que não estão morrendo números. São seres humanos.”
Rede Brasil Atual

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