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| O então subprocurador-geral da República Augusto Aras, durante entrevista à Folha em Brasília, em abril de 2019© Foto / Pedro Ladeira / Folhapress |
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para novas diligências nas investigações sobre uma possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF).
As diligências solicitadas pelo procurador-geral Augusto Aras ao ministro Celso de Mello, que trata do inquérito aberto no STF após acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro, incluem a oitiva de três ministros e de uma parlamentar, bem como a liberação de documentos relacionados à exoneração de Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal."Augusto Aras entendeu ser necessário ouvir os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno Ribeiro Pereira (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência) e Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) para o esclarecimento dos fatos, além da deputada federal Carla Zambelli (PSL/SP). Também solicitou a oitiva dos delegados da Polícia Federal Maurício Valeixo, Ricardo Saadi, Carlos Henrique de Oliveira Sousa, Alexandre Saraiva, Rodrigo Teixeira e Alexandre Ramagem Rodrigues, para que prestem informações acerca de 'eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal, visando ao provimento de cargos em comissão e a exoneração de seus ocupantes'", informou o Ministério Público (MPF) por meio de nota.
PGR também solicita apuração de agressões sofridas por jornalistas
Além dos pedidos feitos no caso da PF, Augusto Aras também enviou ofício à procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP/DFT), Fabiana Costa Oliveira Barreto, solicitando a apuração de agressões sofridas por jornalistas durante ato realizado no último domingo (3) na Praça dos Três Poderes, em Brasília.Ontem, apoiadores de Jair Bolsonaro voltaram a se reunir na capital federal, contrariando recomendações das autoridades sanitárias para evitar aglomerações, para protestar, na presença do presidente, contra o STF e o ex-ministro Moro e pedir uma nova intervenção militar no Brasil, aprofundando uma grave crise política no país em meio à pandemia do novo coronavírus.
Durante essa manifestação, foram registrados atos de violência física e verbal contra profissionais da imprensa que faziam a cobertura do evento.
"Tais eventos, no entender deste procurador-geral da República, são dotados de elevada gravidade, considerada a dimensão constitucional da liberdade de imprensa, elemento integrante do núcleo fundamental do Estado Democrático de Direito. Em razão disso, observadas as eventuais condições de procedibilidade (art. 88 da Lei 9.099/1995), solicito a vossa excelência a adoção das providências necessárias à apuração dos fatos e responsabilização criminal dos seus autores", afirmou Aras.
Sputnik Brasil

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