Filho do ex-presidente reage nas redes enquanto decisão aponta descumprimento de cautelares e risco de fuga

- Reprodução de Vídeo

2025 ainda não acabou para o bolsonarismo, especialmente para Carluxo, o filho mais lunático do ex-presidente Bolsonaro, ex-vereador do Rio, Carlos Bolsonaro.

Apelidado de Tonho da Lua, personagem de uma novela que vivia no mundo da Lula, Carlos é o homem das redes da famiglia e alimenta o mimimi de que o pai foi condenado pela “ditadura do Judiciário” e sofre tortura determinada pelo “ditador” Alexandre de Moraes.

Como nenhum dos filhos do ex-presidente tem vida própria — nisso são iguais aos Marinhos, filhos de Roberto Marinho da Globo — os filhos de Bolsonaro repetem postagens e absurdos nas redes para manterem o nome Bolsonaro em evidência com foco nas eleições de outubro próximo.

Carlos abandonou seu mandato de vereador no Rio de Janeiro para tentar se eleger ao Senado pelo mais bolsonarista dos estados, Santa Catarina, onde jamais morou.

Hoje pela manhã na Rede X, a ultra direitista rede de Elon Musk, Carlos escreveu sobre a negativa de prisão domiciliar humanitária a seu pai pelo ministro Alexandre de Moraes.

Moraes acaba de negar a prisão domiciliar de @jairbolsonaro , mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados do meu Pai. Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez…

Ninguém sabe qual é a missão dada nem por quem, e isso não importa, o que eles querem é manter o nome do pai e os deles em evidência.
 
Moraes poderia ter respondido com a frase símbolo da família (“Direitos humanos esterco da vagabundagem”) mas esclareceu na decisão.


A resposta do ministro Alexandre de Moraes ao mais recente pedido dos advogados de defesa do ex-presidente condenado deixa claro o motivo da negativa:
 

Conforme destacado naquela decisão, há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica, necessário a manutenção do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, para a efetiva aplicação da lei penal e de decisão judicial transitada em julgado desse SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que, após o devido processo legal, condenou o réu JAIR MESSIAS BOLSONARO à pena de 27 (vinte e sete) anos e 3 (três) meses, sendo 24 (vinte e quatro) anos e 9 (nove) meses de reclusão e 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de detenção, aplicado o regime inicial fechado para início de cumprimento da pena, na forma do art. 33, do Código Penal (CP), além da pena pecuniária de 124 (cento e vinte e quatro) dias-multa (à razão de 2 (dois) salário mínimo vigente à época do fato, devidamente corrigido, nos termos do artigo 49, § 1º, do CP).

Ressalte-se, que, diferentemente do alegado pela Defesa, não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido [sentindo], após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos. Destaco, ainda, que, todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da Defesa podem ser integralmente realizadas na Superintendência da Polícia Federal, sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que, desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 (vinte e quatro) horas por dia; bem como, autorizado acesso integral de seus médicos, com os medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de comida produzida por seus familiares. ” —

decisão do ministro Moraes, na íntegra aqui.

 
Pesquisa do mês passado, dezembro de 2025, da Genial/Quaest revela que até bolsonaristas acham a prisão justa
 
Afinal, Jair Bolsonaro não foi condenado por dizer que não estupraria uma mulher por ela ser feia, por zombar dos mortos por asfixia na pandemia, por mandar as pessoas pararem do que chamou de mimimi: o choro por familiares mortos, mais de 700 mil na Covid. Por estes crimes ele ainda vai ser julgado.
 
Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado em que era previsto o assassinato do presidente eleito, Lula, seu vice, Alckmin, e do presidente do TSE à época, Alexandre de Moraes. A prisão é o lugar dele.
 

 Publicado originalmente por: Revista Fórum

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