Chefe de Estado afirmou que as ações ultrapassam “uma linha inaceitável” e representam uma afronta direta ao direito internacional

Foto de Ricardo Stuckert / PR

Lula condena bombardeios e captura do presidente venezuelano, afirmando violação grave da soberania nacional.
Presidente alerta que uso da força fere o direito internacional e ameaça estabilidade global e multilateralismo.
Brasil defende solução pacífica, pede resposta da ONU e se dispõe a promover diálogo e cooperação diplomática.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou os bombardeios realizados em território venezuelano e a captura do presidente do país, classificando os episódios como uma violação grave da soberania nacional e um precedente perigoso para a ordem internacional. Em posicionamento divulgado neste sábado (3) nas redes sociais, o chefe de Estado afirmou que as ações ultrapassam “uma linha inaceitável” e representam uma afronta direta ao direito internacional.

Segundo o texto, o uso da força contra outros países, em desrespeito às normas internacionais, contribui para um cenário global marcado por violência, instabilidade e enfraquecimento do multilateralismo, abrindo espaço para a chamada “lei do mais forte” nas relações entre Estados.

Lula destacou que a condenação é coerente com a postura histórica do Brasil em crises recentes em diferentes regiões do mundo, nas quais o país tem defendido a solução pacífica de controvérsias e rejeitado intervenções militares unilaterais.

A nota também afirma que os acontecimentos remetem a períodos críticos de interferência externa na política da América Latina e do Caribe e colocam em risco o compromisso de preservação da região como uma zona de paz.

Ainda de acordo com o posicionamento do presidente brasileiro, a comunidade internacional deve responder de forma firme ao episódio por meio da Organização das Nações Unidas. Lula reiterou que condena os ataques e se mantém disponível para atuar na promoção do diálogo, da cooperação e de soluções diplomáticas para a crise.

Leia o posicionamento do presidente na íntegra:

Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.

Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.

A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.

A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.

A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

 Publicado originalmente por: GGN

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