Na conversa com Gustavo Petro, Lula e o presidente colombiano expressaram forte preocupação com ações militares contra um país sul-americano

Crédito: Ricardo Stuckert/ PR

Presidente Lula conversou com líderes da Colômbia, México e Canadá sobre a crise e soberania da Venezuela.
Brasil enviou 40 toneladas de insumos à Venezuela após bombardeios e reforça cooperação com Colômbia.
Lula e líderes repudiam uso da força e defendem solução pacífica e diálogo multilateral na região.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, nesta quinta-feira (8), uma série de conversas telefônicas com líderes internacionais para tratar da situação na Venezuela e de seus impactos regionais. Em diálogos com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum, além do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, Lula manifestou preocupação com o uso da força no país vizinho e defendeu uma solução pacífica, baseada no direito internacional e na soberania venezuelana.

Na conversa com Gustavo Petro, Lula e o presidente colombiano expressaram forte preocupação com ações militares contra um país sul-americano, classificando-as como violações ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. Para os dois líderes, esse tipo de ação cria um precedente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional. Ambos concordaram que a crise venezuelana deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo do país.

Lula e Petro também saudaram o anúncio feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela sobre a liberação de presos nacionais e estrangeiros. O presidente brasileiro informou ainda que, a pedido do governo venezuelano, o Brasil está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos, de um total de 300 toneladas já arrecadadas, para recompor estoques de produtos e soluções para diálise que foram destruídos em bombardeios ocorridos no último dia 3 de janeiro. Brasil e Colômbia reafirmaram o compromisso de cooperar em favor da paz e da estabilidade na Venezuela, lembrando que ambos os países acolhem, há anos, expressivos contingentes de migrantes venezuelanos.

Mais cedo, Lula conversou com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, com quem também repudiou os ataques à soberania venezuelana. Os dois líderes rejeitaram qualquer tentativa de retomar uma visão de mundo dividida em zonas de influência e reiteraram a defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre-comércio. Lula e Sheinbaum manifestaram interesse em seguir cooperando com a Venezuela em prol da paz, do diálogo e da estabilidade regional. Durante a ligação, o presidente brasileiro convidou a mandatária mexicana para uma visita oficial ao Brasil, em data a ser definida, e ambos concordaram em fortalecer a cooperação bilateral no combate à violência contra a mulher.

Já no contato com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, Lula destacou que o futuro da Venezuela deve ser decidido de forma soberana por seu povo e defendeu a manutenção da América do Sul como uma zona de paz. Os dois líderes condenaram o uso da força sem respaldo da Carta da ONU e do direito internacional e trocaram impressões sobre os efeitos da crise venezuelana para a região. Lula e Carney também concordaram sobre a necessidade de reformar as instituições de governança global.

Durante a conversa, o primeiro-ministro canadense aceitou convite para visitar o Brasil em abril, quando os dois países pretendem aprofundar as relações bilaterais e ampliar o comércio. Lula e Carney manifestaram ainda forte interesse em avançar de forma acelerada nas negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá.

As conversas reforçam a articulação diplomática do governo brasileiro em defesa da paz, da soberania dos países da região e do fortalecimento do diálogo multilateral diante da crise na Venezuela.

 Publicado originalmente por: GGN

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