Rico em exploração mineral e de passado marxista, este país deseja avançar em suas relações com os BRICS

O Zimbábue intensificou suas articulações diplomáticas com os países do BRICS como parte de um esforço para avançar em sua candidatura a membro do grupo. A iniciativa foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores e do Comércio Internacional, Amon Murwira.
Segundo Murwira, a aproximação com o BRICS integra uma estratégia voltada à ampliação da participação econômica do Zimbábue no sistema internacional. O governo avalia que o engajamento com economias emergentes pode contribuir para diversificar parcerias externas e ampliar oportunidades de cooperação em diferentes setores.
O chanceler afirmou que o presidente Emmerson Mnangagwa o encarregou de supervisionar diretamente o processo de diálogo com os países do bloco. De acordo com ele, o Zimbábue já realizou contatos formais com todos os membros do BRICS, buscando avaliar as possibilidades de participação dentro dos mecanismos previstos pela estrutura do grupo.
“Abordamos formalmente todos os Estados-membros do BRICS e estamos ansiosos para participar do grupo nas categorias permitidas dentro de sua estrutura”, declarou Murwira.
O interesse do Zimbábue em integrar o BRICS ocorre em um contexto no qual o país busca valorizar seus recursos naturais como base para o desenvolvimento econômico. O território zimbabuano abriga algumas das maiores reservas de ouro da África, frequentemente citadas como as segundas maiores do continente, atrás apenas da África do Sul.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que a África do Sul lidera as reservas econômicas comprovadas de ouro na região, com cerca de 5.000 toneladas registradas em 2023. No caso do Zimbábue, aproximadamente 1.600 toneladas constam oficialmente como reservas comprovadas. No entanto, estimativas de fontes locais e do setor de mineração apontam para um potencial significativamente maior, que pode chegar a até 13 milhões de toneladas em áreas ainda não exploradas.
Essas reservas potenciais estão concentradas principalmente na região do Great Dyke, uma das formações geológicas mais ricas do país, além de cinturões minerais localizados em áreas como Midlands e Manicaland. De acordo com essas estimativas, o Zimbábue concentraria entre 4% e 7% do total das reservas de ouro do continente africano, calculadas em cerca de 30.000 toneladas.
Anteriormente, o governo zimbabuano já havia manifestado interesse formal em aderir tanto ao BRICS quanto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição financeira do bloco. Rússia, África do Sul e Brasil declararam publicamente apoio à candidatura do país africano.
Com informações de The Herald e TV BRICS.
Publicado originalmente por: Revista Fórum
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