Vice-presidente deixará o comando do MDIC para concorrer novamente ao cargo; ao menos 18 ministros devem deixar o governo
| Crédito: Ricardo Stuckert/ PR |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin (PSB) estará novamente na chapa presidencial como candidato a vice-presidente nas eleições de outubro deste ano.
O anúncio foi feito durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto e também marcou a saída formal de pelo menos 14 ministros do governo para que possam disputar o pleito. De acordo com Lula, outros quatro integrantes da equipe ministerial devem anunciar suas saídas nos próximos dias.
A legislação eleitoral brasileira exige que ocupantes de cargos no Executivo se afastem de suas funções até o dia 4 de abril — seis meses antes da eleição — para poderem concorrer. A medida visa impedir o uso da máquina pública em proveito eleitoral e garantir isonomia entre os candidatos, conforme previsto na Lei de Inelegibilidades. A regra não se aplica, no entanto, aos cargos de presidente e vice-presidente da República.
Por isso, Alckmin precisará deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), que chefia desde o início do governo.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que
deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra
vez”, declarou Lula durante o evento.
Reformulação da Esplanada
Para minimizar os impactos das mudanças no ministério, Lula sinalizou que a preferência é pela continuidade: em vários casos, os secretários-executivos das pastas devem assumir interinamente, garantindo a manutenção das políticas em curso.
No Ministério da Fazenda, por exemplo, a saída de Fernando Haddad — que deve disputar o governo de São Paulo — abriu espaço para Dario Durigan, que já ocupava o cargo de secretário-executivo desde o início da gestão. Durigan foi apresentado publicamente pelo presidente como novo titular da pasta.
Ainda assim, essa não é uma regra universal: em alguns ministérios, os substitutos podem ser outros nomes de confiança do governo, sem necessariamente virem do posto de secretário-executivo.
Ministros que devem deixar as pastas:
- Fernando Haddad (PT), da Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
- Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
- Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
- Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
- Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
- Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
- André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
- Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
- Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
- Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
- Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
- Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
- Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
- Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara Legislativa de Minas Gerais
- Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
- Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo;
- Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou concorre a câmara federal por Pernambuco;
- Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis;
- Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco;
- Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano, para ser o marqueteiro de Lula na campanha.
*Com informações do g1.
Publicado originalmente por: jornalggn.com.br
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