Parlamentares aliados reagiram ao placar de 42 a 34 que barrou, pela primeira vez em 132 anos, um indicado presidencial

Sessão do Senado Federal que votou contra a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Parlamentares da base aliada do governo federal recorreram ao X para criticar o Senado Federal após a rejeição, nesta quarta-feira (29), da indicação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão foi a primeira do tipo desde 1894 e dividiu o campo político.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) classificou o resultado como “uma derrota da democracia” e atribuiu a derrubada à extrema direita. “Esse gesto gera um tensionamento entre os poderes da república com o objetivo de levar o Brasil para uma crise institucional”, disse.

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que a indicação ao STF é prerrogativa do presidente da República e a aprovação pelo Senado “deveria ser uma formalidade”. “A direita aposta no caos e no confronto”, afirmou.

Edinho Silva, presidente do PT, disse que o Senado “cometeu um grave erro” ao “politizar uma indicação para um cargo onde a formação técnica é o mais relevante”. Silva também afirmou que a rejeição “gera uma importante instabilidade institucional” e que “não existe registro de um país que tenha crescido economicamente na instabilidade política”.

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol-SP) foi mais direto ao apontar o adversário. “A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu”, escreveu. Para ele, “o Senado sai menor desse episódio lamentável”.

O placar no plenário foi de 42 votos contrários a 34 favoráveis, com uma abstenção. Messias precisava de ao menos 41 votos para ser aprovado. Com o arquivamento da indicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de enviar um novo nome para a vaga, aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

 Publicado originalmente por: Brasil de Fato

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