Ataques cirúrgicos a alvos que prejudicam o tráfego de petróleo.

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- Fogo em um porto essencial para o comércio de combustíveis.

Guerra mundial: o Irã aparentemente mandou um ‘recado’ a Donald Trump ao propagar em suas redes um ataque que teria sido feito ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Teerã não assumiu o bombardeio, mas autoridades dos Emirados atribuíram o incêndio a um ataque de drones e mísseis do Irã.

Em 2025, passaram por Fujairah 7,4 milhões de metros cúbicos de combustível, o que deu ao porto a quarta colocação no planeta depois de Cingapura, Roterdã e Zhoushan, na China.

O governo dos Emirados disse que interceptou três mísseis do Irã e informou que a Defesa Civil estava agindo para conter um incêndio.

Fujairah, que fica fora do estreito de Ormuz, permitia que os Emirados exportassem 1,7 milhão de barris de petróleo cru por dia.

O porto tem capacidade para estocar 18 milhões de metros cúbicos de combustíveis.

Em função do ataque, o preço do barril de petróleo Brent, de referência internacional, subiu para perto de U$ 115 dólares nesta segunda-feira, 4.

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O Irã divulgou estas imagens de suposto ataque a embarcações dos EUA.

Disparos de alerta

Mais cedo, canais ligados à República Islâmica divulgaram imagens de disparos ‘de alerta’ que teriam sido feitos contra navios estadunidenses que serviriam de escolta a embarcações que pretendiam transitar o estreito de Ormuz.

Donald Trump, além de manter o bloqueio ao estreito, disse que a Marinha estadunidense abrirá passagem para navios que pretendem sair e entrar no Golfo Pérsico.

É uma ação de emergência para auxiliar Kuwait, Bahrein, Catar e os Emirados, cujo comércio está praticamente paralisado.

A Arábia Saudita dispõe de um porto no mar Vermelho, em Yanbu, ligado a oleodutos que permitem ao país ‘escapar’ do estrangulamento de Ormuz.

O Iraque e o Irã dispõem de rotas terrestres, embora ambos estejam sofrendo com o bloqueio decretado pela Casa Branca.

Em abril de 2026, o Kuwait exportou zero barris de petróleo.

Nas últimas horas, o petroleiro Eureka foi sequestrado no golfo de Aden e levado para as águas territoriais da Somália.

Não se sabe a afiliação do grupo armado que assumiu o controle do navio, que havia partido de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

O governo da Somália aderiu ao conflito contra Israel, em resposta à decisão de Tel Aviv de se tornar o primeiro país a reconhecer a independência de um pedaço da Somália — conhecido como Somalilândia.

Autoridades do Irã tem demonstrado extrema sofisticação na escolha de alvos que possam perturbar o comércio internacional no estreito de Ormuz e no canal de Suez.

 Publicado originalmente por: Revista Fórum

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