Kaos en la red - [Tradução do Diário Liberdade] "Clinton encarregou-me expressar-lhe a sua agradecimento a Cuba pelo seu trabalho em Haiti", expressou o chefe de Estado colombiano quando o ministro cubano concluiu a sua intervenção ante a sessão do Conselho.
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O ex-presidente estadunidense William Clinton ressaltou hoje a importância da colaboração de Cuba com Haiti, país devastado por um terramoto em janeiro de 2010.
O reconhecimento foi transmitido ao chanceler cubano, Bruno Rodríguez, pelo presidente de Colômbia, Juan Manuel Santos, durante uma sessão do Conselho de Segurança de Nações Unidas dedicada à reconstrução de Haiti.
Clinton encarregou-me expressar-lhe o seu agradecimento a Cuba pelo seu trabalho em Haiti, expressou o chefe de Estado colombiano quando o ministro cubano concluiu a sua intervenção ante a sessão do Conselho de Segurança.
O ex-dirigente norte-americano, quem participou na primeira parte da reunião, ostenta também a responsabilidade de enviado especial da ONU para Haiti.
Nestes momentos, o programa de cooperação impulsionado pela ilha caribenha em Haiti conta com mil 117 colaboradores da saúde, 923 dos quais são cubanos e 201 de vários países graduados em Cuba, incluídos jovens haitianos.
Chanceler cubano critica a ingerência do Conselho de Segurança em Haiti
Bruno Rodríguez assinalou que a situação humanitária de Haiti não compete ao Conselho de Segurança senão à Assembléia Geral, “de quem usurpa frequentemente, como agora, as suas faculdades”.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, opinou hoje que a missão de paz que Nações Unidas tem despregada em Haiti (Minustah) não deve “imiscuir-se” em assuntos internos desse país, cuja situação humanitária também não considerou concorrência do Conselho de Segurança da ONU.
“Haiti não precisa de uma força de ocupação. Não é, nem pode se converter, em um protetorado de Nações Unidas”, disse Rodríguez, durante a sua intervenção na sessão especial do Conselho de Segurança celebrada, baixo presidência colombiana, para estudar o ritmo na reconstrução do país antilhano.
Ao seu julgamento, o papel da ONU em Haiti, devastado por um forte terramoto o 12 de janeiro de 2010 e depois por uma epidemia de cólera, “é apoiar o Governo e o povo haitianos na consolidação da sua soberania e autodeterminação”.
“As forças da Minustah têm estado nesse país para um mandato muito específico de promoção da estabilidade, que deveu e deve se respeitar com rigorosidade, defendeu o político cubano, quem não acha que a missão de paz da ONU tenha “prerrogativas políticas para imiscuir-se em assuntos internos que só competem os haitianos, nem deve o fazer”.
“Não pode se aceitar que (a Minustah) seja partícipe das opções eleitorais ou que pressione as autoridades soberanas em um sentido ou outro. Também não tem nenhuma autoridade para falar a nome de Haiti”, disse durante a sua intervenção na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Rodríguez também assinalou que a situação humanitária de Haiti não compete ao Conselho de Segurança senão à Assembléia Geral, “de quem usurpa frequentemente, como agora, as suas faculdades”.
“Não é esta uma questão que ameace a paz e a segurança internacionais, nem que se resolva com forças militares concebidas para operações de manutenção da paz”, apontou.
Considerou também que “são conhecidas também as sérias conseqüências das omissões, excessos, dobras rasouras e procedimentos antidemocráticos que padece este Conselho”.
Para Cuba, os problemas que vive Haiti vêm de “séculos de saque colonial e neocolonial, subdesenvolvimento, imposição de uma das ditaduras mais longas e sangrentas da região e intervenção estrangeira”.
“Haiti precisa recursos para a reconstrução e o desenvolvimento. Requer compromisso humanitário e não ingerência nem manipulação política”, argumentou Rodríguez, quem reclamou “um mínimo de generosidad3 em vez de tanto egoísmo”.
O 31 de março do ano passado 150 governos e outros agentes internacionais comprometeram-se a contribuir 9.000 milhões de dólares para a recuperação e a reconstrução de Haiti e que nos dois primeiros anos se desembolsariam em torno de 5.000 milhões.
O chanceler cubano recordou que o compromisso era canalizar essa a ajuda “com pleno apego às prioridades do Governo haitiano” e denunciou que não se produziu dessa maneira, Agregou que o ocorrido “não foi consistente com o espírito” que primou então, e que “muitos dos auto-proclamados principais doadores continuam dedicando exorbitantes recursos à guerra e a intervenção militar”.
Com respeito à contribuição particular de Cuba, o seu chanceler detalhou que se concentraram os esforços -em coordenação com a Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América (ALVA)- na saúde pública, “a área que mais impacto pode conseguir” e um elemento finque de “sustentabilidade e estabilidade social”.
À sessão do Conselho assistem o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente de Colômbia, Juan Manuel Santos, o presidente de Haiti, René Preval, e o enviado especial de Nações Unidas para Haiti, o ex-presidente estadunidense Bill Clinton.
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