Advogado do presidente da Câmara, o ex-procurador Antonio Fernando de Souza, fez o pedido ao STF alegando que a imagem de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está sendo exposta na imprensa sem que ele tenha acesso aos dados do inquérito; advogado sustenta que a divulgação das informações viola a dignidade de Cunha e de sua família; atendendo a um pedido da Procuradoria Geral da República, o Supremo determinou abertura de investigação sobre as contas secretas, pode onde teriam passado R$ 23 milhões; apenas no banco Julius Baer, Cunha teria R$ 9,3 milhões; esposa e filha do deputado também serão investigadas; na denúncia, a PGR aponta indícios de que contas de Cunha são 'produtos do crime'; nesta sexta, a Procuradoria pediu novo bloqueio de valores


247 – Apesar de negar com veemência ser o titular de contas secretas na Suíça atribuídas ao seu nome e de seus familiares, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quer sigilo no inquérito que investigará o caso no Supremo Tribunal Federal.

O pedido foi feito por seu advogado, o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza, que alegou que a imagem de seu cliente está sendo exposta na imprensa sem que ele tenha acesso aos dados da ação. Sem admitir se Cunha é dono das contas, o advogado sustenta que a divulgação das informações viola a dignidade de Cunha e sua família.

Atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o Supremo Tribunal Federal decidiu abrir inquérito para investigar as contas secretas vinculadas ao nome de Cunha, por onde teriam passado ao menos R$ 23 milhões pagos ao deputado em propina pelo esquema de corrupção em contratos na Petrobras.

Segundo informações do Ministério Público suíço, o dinheiro de Cunha circulou por 23 contas em quatro países para que sua origem fosse ocultada. As contas foram abertas por meio de offshores e tanto a assinatura de Cunha quanto a cópia de seu passaporte já foram encontradas pelos investigadores. O banco Julius Baer informou as autoridades suíças que Cunha tem R$ 9,3 milhões, bloqueados, na instituição.

A esposa de Cunha, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha Danielle Dytz também serão investigadas. Na denúncia que enviou ao STF, Janot aponta indícios de que as contas são "produtos do crime". Entre 2002 e 2014, de acordo com a PGR, a evolução patrimonial do peemedebista foi de 214%. No mesmo documento, a Procuradoria pede um novo bloqueio de valores de contas atribuídas a Eduardo Cunha.

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