“Popotin”, em francês (com pronúncia "popotan"), “bumbum” em português. O caso do médico brasileiro que fazia intervenções clandestinas para remodelar o traseiro de suas pacientes viralizou na França, e virou tema de matérias em vários sites europeus nesta quarta-feira (18).


O jornal francês Le Figaro repercutiu o caso do "Dr. Popotin" em suas redes sociais.
Reprodução Facebook

“O ‘Dr. Popotin’ em fuga após a morte de uma paciente”, titula o site do L’Obs, uma das maiores revistas francesas. “O bisturi mortal do ‘Dr. Popotin’”, dá em manchete o site da Tribuna de Genebra, jornal suíço. Denis Furtado, também conhecido como “Dr Bumbum” virou tendência nas redes sociais francesas e francófonas, após a trágica morte de uma de suas pacientes em decorrência da aplicação de pexiglas, um produto que apresenta vários riscos à saúde.


Quem explica o caso é o L’Obs: “Lilian Quezia Calixto tinha 46 anos. Funcionária de um banco, ela viajou 2 mil quilômetros de Cuiabá para o Rio e pagou € 4,5 mil pela cirurgia de Denis Furtado, particularmente conhecido nas redes sociais, onde posa com suas pacientes”, explica a matéria. A Tribuna de Genebra explica que Calixto foi operada no domingo (15) no apartamento de Furtado, na Barra da Tijuca, bairro também conhecido como “Miami Beach”. “Ela se sentiu indisposta e teve que ser hospitalizada. Após quatro paradas cardíacas, a paciente morreu. O Dr. Popotin ("Dr. Bumbum", em português) desapareceu”, explica o site suíço.

“É claro, o ‘Dr. Popotin’ não possuía treinamento ou especialização para ser cirurgião plástico”, afirma o L’Obs. “Acusado de homicídio e associação criminosa, Denis Furtado não foi encontrado. Sua secretária e namorada, no entanto, foi presa”, detalha o site.

Reações dos internautas franceses

Os franceses se mostram escandalizados com a notícia nas redes sociais. A internauta Valerie Becker se mostrou incrédula com o post do jornal francês Le Parisien: “Decididamente não consigo entender como podemos colocar nossa vida nas mãos de um pseudo-cirurgião”, comentou na página Facebook do periódico. “Alguém precisa me explicar como alguém pode aceitar ser operada dentro de um apartamento”, diz Alex. “Era preciso refazer o cérebro, não o traseiro”, critica Noredine Benrais, que dá uma bronca no resto dos internautas: “Estamos falando de uma pessoa morta, isso é trágico, não é engraçado”, afirma.


O jornal Le Figaro também repercutiu a informação em suas redes sociais, criticando uma “banalização das cirurgias estéticas praticadas por vários especialistas”. A internauta Josiane Martin lembrou que alguns homens que “aumentam” ou “estufam” algumas partes do corpo. Sentenza Smith afirmou que “Para a bunda, existem as academias de ginástica”. “Existem regiões onde esse tipo de cirurgia é moeda corrente”, lembrou François Barat.

Além dos jornais franceses e suíços, outros veículos, como o site do famoso apresentador de TV francês, Jean-Marc Morandini, repercutiu a matéria. O site da L'Obs termina sua matéria especificando que "o aumento dos glúteos é muito comum no Brasil, país vice-campeão de cirurgia estética no mundo, depois dos Estados Unidos".


RFI

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