Acaba de terminar, nesta terça-feira (17), uma das sessões plenárias do 24º Encontro do Foro de São Paulo, em Havana, capital cubana, onde esteve presente boa parte dos que hoje sustentam a dignidade latino-americana: Miguel Díaz-Canel, presidente do Conselho de Ministros da República de Cuba; Nicolás Maduro Moros, presidente da República Bolivariana da Venezuela; Evo Morales, presidente do Estado Plurinacional da Bolívia; Salvador Sánchez Cerén, presidente da República do Salvador (El Salvador).


A cada nome anunciado o plenário se levanta e aplaude de pé e em cada discurso pronunciado por este líderes surge uma menção obrigatória ao lutador ausente, preso pelos verdugos de toga: Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Nicolás Maduro mencionou a situação de Lula: “vemos com dor mas não com resignação o martírio de Lula” e denunciou que as oligarquias fazem Lula passar pelo “martírio da prisão” apenas para evitar que ele ganhe as próximas eleições, plenário e integrantes da mesa dirigente mais uma vez se levantaram em uma ovação unânime: Lula Livre! Lula Livre!

Cada um destes líderes democráticos (inclusive a legítima presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, que teve que sair antes) recordou também os ensinamentos de Fidel Castro como inspirador e orientador de gerações passadas, presentes e futuras, propagador de ideias imortais sobre a importância da unidade popular e latino-americana na luta pela soberania para as nações e justiça para os povos, afinal, a plenária desta tarde de quarta-feira do Foro de São Paulo é dedicada ao pensamento do maior dos líderes latino-americanos, cujas palavras proféticas sobre a resistência trazem um ensinamento muito atual para as forças populares: “Não se trata de sobreviver, se trata de triunfar”.


Outros nomes também têm sido recordados com ênfase e solidariedade, alguns que já faleceram (Hugo Chávez e Nestor Kirchner) e outros que continuam na luta, enfrentando as várias formas de ofensiva da direita, como Daniel Ortega, Rafael Corrêa e Fernando Lugo. Outra menção constante tem sido a saudação entusiasmada à vitória de Andrés Manuel López Obrador nas eleições presidenciais do México, que abre um caminho de esperança. Mas a “presença” de Lula tem sido o fato mais marcante deste 24º FSP.

Argentinos, uruguaios, chilenos, venezuelanos, cubanos, hondurenhos, salvadorenhos, moçambicanos, angolanos, sul-africanos, e muitos outros representantes das 51 nacionalidades presentes, mencionam o nome de LULA, fundador com Fidel do Foro de São Paulo, como um símbolo de toda a luta latino-americana e caribenha contra a opressão, como símbolo da esperança de vitórias vindouras.

A plenária foi encerrada com o discurso de Miguel Díaz-Canel: “É hora de passar à ofensiva ousada e consciente e para isso é necessário unidade e a construção de uma frente cultural e comunicacional que faça o contraponto necessário à mídia empresarial.” Depois de afirmar que “Lula deve ser libertado” e de expressar sua solidariedade com todos os povos em luta, o dirigente cubano avisou: “Em Cuba não existe retorno ao capitalismo. Seguir construindo o socialismo é um juramento solene que fizemos diante de Fidel (…) A Cuba socialista, fidelista, martiniana não cederá um milímetro em sua atividade anti-imperialista. Pátria ou morte! Venceremos”!

Mais uma vez o plenário, pleno de confiança na futuro, levantou-se unânime.

Resistência, de Havana, Cuba


Resistência

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