O Brasil é um filme ruim com spoilers ininterruptos.

Em seu afã de destruir Lula, a GloboNews pôs um time de “analistas” que sempre concordam entre si para explicar como o objeto de sua obsessão continua em primeiro lugar nas pesquisas, apesar das denúncias de corrupção na Lava Jato.

Os eleitores acreditam que ele está sendo vítima de uma perseguição da Justiça, diz Camarotti. Essa é a “narrativa” que emplacou.

A conclusão evidente, que ninguém ousou verbalizar, é que isso deve se repetir agora.

O TSE vai impugnar a candidatura de Lula porque a Globo assim o quer. E o que esperam que mude?

O que vai acontecer quando Lula anunciar seu ungido depois depois de mais um show de patacoadas no tribunal?

A ideia é matar dois coelhos com um tiro de canhão: a cassação do registro e o veto à participação na propaganda eleitoral.

A estratégia desesperada se assemelha à da “contagem de corpos” usada pelos EUA na guerra do Vietnã como prova de vantagem no conflito.

Massacres se seguiram, a opinião pública americana não comprou a balela o resultado final é conhecido.

Já prenderam Lula e ele continuou subindo nas pesquisas.

A dobradinha da Globo com o Judiciário presta um serviço enorme à campanha petista.

A GloboNews passa horas reclamando da onipresença de Lula no noticiário. Ora, quem pauta o noticiário são eles.

Barroso e Rosa Weber farão o malabarismo esperado para negar a ONU, após terem declarado num passado recente que o Brasil deveria cumprir decisões a que se obrigou pelo Pacto pelos Direitos Humanos.

A migração de votos é batata. Haddad é mencionado como opção de voto por 17,3% dos eleitores lulistas segundo a CNT/MDA.

No Datafolha, 30% afirmam que certamente seguiriam a indicação de Lula.

A maioria dos brasileiros não está “confusa”, como quer Marina Silva. Ela sabe o que está ocorrendo.

A “insegurança jurídica” não é culpa dos advogados de Lula, mas da perseguição insana.

É essa eterna aposta na estultice da população que provavelmente colocará Fernando Haddad no segundo turno.

DCM

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