Para quem gosta de história, fica impossível não relembrar os dramáticos momentos da convulsão política que levou ao golpe de 1964 e todo o contexto anterior. Erra quem pensa que o Brasil não é afeito a tais eventos dramáticos de atentados teoricamente forjados, como o tiro no pé de Carlos Lacerda, no episódio conhecido como o atentado da rua Toneleros, que culminou com o suicídio de Getúlio Vargas.

Com todo o respeito ao luto pela atentado em Juiz de Fora, há questões a serem levantadas, como a ausência de sangue em todos os momentos do vídeo e fotos. Outro fato, é a informação de que Bolsonaro sempre usa um colete a prova de balas e hoje, somente hoje, não estava utilizando.

Na véspera do 7 de setembro, data marcada por grande ufanismo nacionalista, principalmente aos que são ligados ao militarismo irracional, o atentado soa como extremamente oportuno, a um candidato que tem grande rejeição e que pode ter sua imagem de coitado a atenuar tal percepção.

Tudo cheira, historicamente, para no mínimo, o aproveitamento desse fato para uma retomada de crescimento eleitoral do candidato que pode agora estar de mãos dadas com a mídia, afinal, Jair Bolsonaro foi beijar as mãos dos Marinho, ontem (5/9) e logo depois, o MP, a mídia e Temer enterraram Geraldo Alckmin. Mas, é melhor deixar os historiadores pra lá.


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