Carolina Antunes/PR e reprodução de vídeo

Em sua página no Facebook, o governador Wilson Witzel publicou um card com os dizeres: “A Polícia Federal não pode ser a polícia política de Bolsonaro”.

Foi em resposta à busca e apreensão da Operação Placebo, da Polícia Federal, autorizada pelo juiz Benedito Gonçalves, do STJ, que foi às residências do governador do Rio e apreendeu o celular e o computador do hoje inimigo do presidente Jair Bolsonaro.

A operação tem o objetivo de apurar desvios na construção dos hospitais de campanha para pacientes da covid-19.

A esposa de Witzel, Helena, que é advogada, tem um contrato de R$ 540 mil com uma das empresas investigadas.

Na reunião de 22 de abril com o ministério, Bolsonaro referiu-se ao ex-aliado como “estrume”.

Ao comentar a ação, hoje, o presidente deu um sorriso e disse: “Parabéns, Polícia Federal”.

Em nota, Witzel escreveu: “Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada.”

Ele se refere ao fato de que a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), um dia antes da ação, deu entrevista à rádio Gaúcha prevendo a operação:

“A gente deve ter nos próximos meses o que a gente vai chamar, talvez, de Covidão, não sei qual o nome que eles vão dar. Mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”.

À tarde, Witzel deu entrevista coletiva em que disse que o filho de Bolsonaro deveria estar preso:

A PF engaveta inquéritos, vaza informações. O senador Flávio Bolsonaro, com todas as provas que temos contra ele, que estão aí sendo apresentadas, dinheiro em espécie, lavagem de dinheiro, bens injustificáveis, senador Flávio Bolsonaro deveria estar preso, este sim. A Polícia Federal deveria fazer seu trabalho com a mesma celeridade que passou a fazer aqui no estado do Rio de Janeiro porque o presidente acredita que eu estou perseguindo a família dele, e ele só tem essa alternativa de me perseguir politicamente.

Acrescentou que “o que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores que são considerados inimigos”.

Também disse: “Continuarei lutando contra esse fascismo que está se instalando no país, contra essa ditadura da perseguição. Não permitirei infelizmente que esse presidente que eu ajudei a eleger se torne mais um ditador na América Latina”.

A Polícia Civil do Rio e o Ministério Público Estadual atuam conjuntamente na apuração das rachadinhas no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, além de investigar a morte da vereadora Marielle Franco.

Nesta quarta-feira, o STJ decide se o caso Marielle será federalizado, o que é rejeitado pela família, pois as investigações passariam a ser feitas pela Polícia Federal — agora diretamente controlada pela família Bolsonaro.

Viomundo

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