Donald Trump e Jair Bolsonaro aparecem, agora, de máscaras contra o coronavírus.
Os dois maiores negacionistas do planeta, os homens que desdenhavam da Covid-19 e clamavam pela volta imediata das atividades econômicas estão se adaptando à evidência de que suas estratégias eram, como todos sabiam, suicidas.
Nesta terça-feira, pela primeira vez desde o dia 9 de junho, o número de mortes pelo novo coronavírus nos Estados Unidos passou de 1 mil: 1.119 óbitos.
Com o crescimento do número de casos nos últimos 20 dias, era esperado que isso fosse acontecer, assim como temos de esperar isso por aqui.
Donald Trump admite que “a situação vai piorar antes de melhorar”.
Jair Bolsonaro levanta caixinhas de cloroquina como salvação.
Mesmo injetando na economia dinheiro em quantidades nunca vistas na história de ambos os países os dois não conseguem sustentar a popularidade que os elegeu.
Os piores prognósticos de duração da pandemia – e, em consequência, da retração econômica – estão se confirmando e o funcionamento marginal da economia que conseguem manter, não há chance de ser diferente, segue trabalhando dois dígitos abaixo de um “normal” que já era desanimador.
Há três ou quatro meses, ninguém apostaria numa explosão de insatisfação popular nos EUA e, depois dos protestos raciais do mês passado, assiste-se agora um levante contra o eleitoreiro envio de tropas federais feito por Trump aos estados de maioria democrata.
Não há sinais de que isso vá acontecer aqui, mas lá também não os havia.

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