Ex-presidente, condenado a mais de 27 anos pelo STF no caso da trama golpista, foi transferido para a Papudinha por ordem do ministro Moraes

Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Sérgio Silva / Fundação Perseu Abramo)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um alerta direto sobre o ambiente político e informacional do país às vésperas do próximo ciclo eleitoral. Ao discursar nesta sexta-feira (16), Lula destacou os riscos da disseminação de notícias falsas e afirmou que a desinformação pode comprometer o debate público e o julgamento da sociedade sobre os rumos do Brasil.

Durante sua fala, o presidente enfatizou que o país se aproxima de um momento decisivo e que será necessário atenção redobrada para separar fatos de mentiras. O discurso foi feito em evento oficial do governo federal, e o alerta veio acompanhado de um balanço dos indicadores econômicos e sociais do atual mandato, segundo informações divulgadas a partir da íntegra da fala presidencial.

“É preciso lembrar que vai ter uma eleição. E é importante se lembrar que se a gente não for esperto, a mentira vencerá a verdade. Fique esperto”, afirmou Lula. O presidente ressaltou que a desconstrução de narrativas é um processo simples, enquanto a reconstrução exige esforço e responsabilidade, especialmente diante do cenário herdado no início de 2023.

Lula citou resultados que, segundo ele, demonstram a recuperação do país nos últimos anos. “Eu sei como pegamos esse país em 2023. Nós terminamos o terceiro ano do mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, com o maior aumento da massa salarial, com o maior número de trabalhadores com carteira assinada, com o menor desemprego da história do Brasil e com a maior exportação da história do Brasil. Com apenas três anos”, declarou.

Na sequência, o presidente defendeu que a população faça comparações objetivas entre diferentes períodos e projetos políticos. “E vamos fazer um comparativo. Quem é melhor? Estamos chegando à hora da verdade”, disse. Para Lula, a decisão eleitoral deve ser baseada em dados concretos e não em conteúdos distorcidos que circulam nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

O presidente também fez um apelo para que os cidadãos verifiquem a origem das informações que recebem, especialmente por meio do WhatsApp. “Quando vocês receberem uma notícia do WhatsApp, se certifique se o canalha que passou para vocês não está reproduzindo uma coisa que outro canalha fez”, afirmou, ao criticar a cadeia de desinformação que se retroalimenta nesses meios.

"Ninguém que ensina algo sério tem milhões de seguidores… o Bolsonaro tinha 30 milhões". 

Além do tema eleitoral, Lula abordou o crescimento das apostas digitais no Brasil, relacionando o fenômeno a preocupações sociais e econômicas. Ele lembrou posições históricas de setores religiosos contrários a jogos de azar e afirmou que, na prática, o problema se agravou com a popularização das plataformas digitais. “O cassino entrou na casa da gente, para criança de dez anos pegar o telefone do pai e jogar, com essa quantidade de bets que foram criadas, que está tomando conta do futebol, da publicidade e da corrupção”, disse.

O presidente citou ainda a atuação do Banco Central diante do setor. “Vocês estão vendo o trabalho do Banco Central tentando fazer com que essa gente pague pelo menos imposto nesse país”, afirmou, ao associar o avanço das apostas online a desafios regulatórios e fiscais.

Ao longo do discurso, Lula reforçou a necessidade de vigilância democrática, responsabilidade no consumo de informação e atenção aos impactos sociais de novos fenômenos econômicos, em um cenário que, segundo ele, exigirá escolhas conscientes da sociedade brasileira.

 Publicado originalmente por: Brasil 247

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