Notícia foi disseminada pela mídia ocidental

A “notícia” de que o Irã executaria ontem o manifestante Erfan Soltani foi “fabricada”, denunciou em nota o Judiciário do país.
A fonte dos rumores, que acabaram na conta do X do Departamento de Estado, é desconhecida. Foi o perfil oficial estadunidense que anunciou que Soltani seria executado no dia 14 de janeiro.
Soltani está preso em Karaj, cidade do interior do Teerã.
A foto dele foi disseminada com destaque pela mídia ocidental, com alguns meios descrevendo inclusive como se dão as execuções no Irã.
Autoridades iranianas disseram tratar-se de guerra de propaganda:
A disseminação desses rumores por grupos de oposição financiados pelos EUA, juntamente com sua capacidade de enganar esse governo, demonstra que aqueles que colaboram com o governo dos EUA e apoiam os interesses sionistas não são confiáveis e chegam a enganar seus próprios patrocinadores financeiros e políticos.
Não cabe pena de morte
Soltani, de 26 anos, está preso por “conluio para ameaçar a segurança interna” e “atividades de propaganda”. De acordo com a nota, depois de ser julgado com direito de defesa ele pode ser condenado à prisão.
De acordo com a Press TV, tv estatal que é a voz internacional do Irã:
O Judiciário enfatizou que a mídia hostil há muito tempo se dedica a espalhar rumores deliberados e falsos sobre o Irã, citando as recentes alegações de recebimento de dinheiro das famílias dos mortos nos distúrbios para a entrega dos corpos e estimativas sobre o número de vítimas.
Os boatos são de que o governo estaria cobrando pelos corpos.
Quanto à estimativa de número de mortos, entre 500 e 3 mil, vem sendo feita por duas ONGs baseadas em Washington.
Em entrevista à Fox News, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, apresentou o ponto-de-vista do regime aos telespectadores estadunidenses:
Essas células terroristas infiltraram-se nos protestos, utilizando táticas terroristas semelhantes às do Estado Islâmico. Atiraram contra policiais, queimaram-nos vivos, decapitaram-nos e atacaram civis. Durante três dias, não estávamos lutando contra manifestantes. Estávamos lutando contra terroristas.
Publicado originalmente por: Revista Fórum
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