Nova resposta mostra racha entre aliados históricos do Ocidente por controle de território dinamarquês

Groenlândia
- Unsplash

A França, uma das nove potências nucleares do planeta, iniciará em fevereiro os primeiros procedimentos para a instalação de um consulado geral na Groenlândia, com previsão de abertura antes de julho deste ano, informou o Ministério das Relações Exteriores francês.

A iniciativa faz parte de uma estratégia diplomática voltada ao fortalecimento da presença francesa no território autônomo do Reino da Dinamarca, após as ameaças diretas de Donald Trump de que irá tomar controle da maior ilha do mundo.

O anúncio da criação do consulado foi feito originalmente pelo presidente Emmanuel Macron durante uma visita à Groenlândia, em junho de 2025. Na ocasião, o presidente destacou a importância de aprofundar a cooperação diplomática, científica e institucional com a ilha, considerada estratégica tanto do ponto de vista ambiental quanto geopolítico.

A França é a principal força militar ofensiva da Europa continental, com capacidade nuclear. As ameaças dos EUA ao território são consideradas uma ameaça à própria itnegridade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar entre Washington e os Europeus.

Embora apenas seis cidadãos franceses estejam oficialmente registrados como residentes na Groenlândia, a chancelaria francesa afirmou que o novo consulado terá “competências ampliadas”.

Além da assistência consular, a representação acompanhará cerca de 30 pesquisadores franceses que realizam expedições científicas anuais no território, especialmente em áreas relacionadas ao clima e ao meio ambiente.

A Groenlândia é considerada estratégica por concentrar grandes reservas de recursos naturais. Estimativas do US Geological Survey indicam a existência de até 36 milhões de toneladas de terras raras, além de minerais como urânio, lítio, cobre, zinco e níquel. O território também possui cerca de 31 bilhões de barris de petróleo ainda não explorados.

A Dinamarca rejeitou reiteradamente, ao longo das décadas, propostas de compra da ilha feitas por Washington. Atualmente, cerca de 15 países mantêm algum tipo de representação na Groenlândia, em sua maioria consulados honorários.

A França já possui um consulado honorário em Nuuk, capital do território, mas a criação de um consulado geral indica um envolvimento institucional mais amplo para se defender das ameaças americanas. Um representante do Ministério das Relações Exteriores francês deverá ser enviado à cidade no próximo mês para iniciar a busca por um edifício que sediará a nova representação diplomática.

 Publicado originalmente por: Revista Fórum

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