IPP registra leve alta de 0,12% em dezembro, mas acumulado do ano permanece negativo, puxado por alimentos e extrativas.

Foto de Pixabay – via pexels.com

Preços da indústria variaram 0,12% em dezembro de 2025, com destaque para indústrias extrativas e metalurgia, segundo IBGE.
Acumulado anual de 2025 mostra deflação de -4,53%, influenciada pela alta do dólar e queda em alimentos e indústrias extrativas.
Bens de capital cresceram 0,78% no ano, enquanto bens intermediários e consumo tiveram queda, com variações negativas em semiduráveis.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os preços da indústria variaram 0,12% frente a novembro de 2025 (-0,35%) influenciados pelas indústrias extrativas e metalurgia, segundo o Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.

Com isso, o valor da taxa acumulada ao final de 2025, de -4,53%, foi menor que o registrado no mesmo período de 2024 em mais de 14 pontos percentuais, dinâmica seguida por sete das 24 atividades industriais investigadas pela pesquisa.

As quatro variações mais intensas foram: indústrias extrativas (3,13%); metalurgia (2,24%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,87%); e outros equipamentos de transporte (1,74%).

Alimentos foi o setor industrial de maior destaque na composição do resultado agregado entre os preços de dezembro e os de novembro. A atividade foi responsável por -0,19 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de 0,12% da indústria geral.

Ainda neste quesito, outras atividades que também sobressaíram foram metalurgia, com 0,15 p.p. de influência, indústrias extrativas (0,13 p.p.) e outros produtos químicos (-0,09 p.p.).

Entre as grandes Categorias Econômicas, o resultado de dezembro frente a novembro repercutiu da seguinte forma: 0,53%, em bens de capital; 0,34% em bens intermediários; e -0,25% em bens de consumo – sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de -0,01%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, -0,30%.

Deflação no acumulado anual

Com o resultado visto em dezembro, o índice total no ano atingiu -4,53% – segundo o IBGE, os dados foram parcialmente afetados pela alta de 2,1% do dólar em relação ao real.

Entre as atividades que, em dezembro de 2025, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: impressão (16,63%), indústrias extrativas (-14,39%), alimentos (-10,47%) e madeira (-9,85%).

Ao mesmo tempo, as principais influências foram registradas em alimentos: -2,70 p.p., indústrias extrativas: -0,69 p.p., refino de petróleo e biocombustíveis: -0,56 p.p. e metalurgia: -0,56 p.p.

O acumulado no ano, no último mês de 2025, registrou as seguintes variações dentre as Grandes Categorias Econômicas: 0,78%, em bens de capital; -7,27% em bens intermediários; e -1,53% em bens de consumo – sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de 3,09%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, -2,40%.

 Publicado originalmente por: GGN

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