Da redação – O golpe foi escancarado. Sérgio Moro, que tirou Lula das eleições, vai fazer parte do governo eleito como consequência da ausência de Lula do pleito. Na manhã de hoje (1º), Moro foi até o Rio de Janeiro, onde conversou com o golpista Jair Bolsonaro e aceitou um convite para ser ministro da Justiça. Moro terá um grande poder para perseguir a esquerda usando um enorme aparato estatal, incluindo a Polícia Federal, que ficará sob seu comando.

Ou seja, Moro fará parte do governo que ajudou a eleger usando seu cargo de juiz. A fraude das eleições sem Lula já não poderá mais ser negada por ninguém. Moro tinha interesses políticos e agora virou ministro. No entanto, apesar desse desfecho desmoralizante para toda a operação Lava Jato, agora exposta como a operação golpista que sempre foi, existe quem discorde de que a parcialidade de Moro tenha sido exposta.

Trata-se do procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, aquele do Power Point. Dallagnol comentou a nomeação de Moro em sua conta no Facebook nos seguintes termos: “Neste momento, precisamos fazer uma análise crítica dos ataques que estão surgindo contra a reputação do juiz e da Lava Jato, como aqueles que acusam o juiz de ter, desde sempre, aspiração política. Isso é ridículo. Se o juiz Sergio Moro tivesse aspiração política, ele poderia ter se tornado presidente ou senador nas últimas eleições com alta probabilidade de êxito.”

Como é de hábito para os golpistas envolvidos na Lava Jato, Dallagnol raciocina por meio de ilações. “Se” Moro tivesse aspirações políticas, ele “teria” se candidato. Isso para Dallagnol é suficiente para dizer que um homem que aceitou um ministério não tinha aspirações políticas. Aparentemente, ele tem “convicção” disso.


Diário Causa Operária

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