Nino Carvalho detalha como campanhas orquestradas simulam movimentos orgânicos para enganar a sociedade

Nino Carvalho falou sobre uso de marketing digital para manipular opiniões no caso Master, destacando influenciadores e Banco Central.
Consultor apontou que narrativas orquestradas podem virar movimentos orgânicos, dificultando distinguir campanha paga de reação natural.
Discussão abordou falta de regulação em influenciadores e patrocínio de bancos em futebol, sugerindo lavagem de imagem e dinheiro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Em entrevista ao programa TV GGN 20 Horas [assista abaixo], o escritor e consultor internacional de marketing Nino Carvalho conversou com o jornalista Luís Nassif sobre o uso de marketing digital para manipular opiniões em torno do caso Master. Carvalho abordou a estratégia dos influenciadores digitais para disseminar narrativas específicas, como a que envolveu o Banco Central, destacando a inteligência por trás da pulverização da mensagem e o alcance de diferentes perfis de público. Ele ressaltou que, embora a abordagem tenha sido bem-sucedida em atingir diversas camadas da sociedade, a falta de transparência e a natureza orquestrada da campanha levantaram questionamentos sobre a autenticidade das opiniões veiculadas.

O consultor analisou a persistência de certas narrativas, mesmo após a fase inicial de campanhas pagas, sugerindo que elas podem evoluir para movimentos mais orgânicos de apoiadores. Ele mencionou a dificuldade em distinguir o que é uma campanha orquestrada do que é uma repercussão natural, especialmente em um cenário onde a liberdade de expressão se mistura com interesses financeiros. Carvalho apontou que a ideia de tais campanhas pode surgir de diversas fontes, incluindo agências de marketing e profissionais que servem a organizações, com o objetivo de mobilizar influenciadores para criar uma percepção de movimento natural e orgânico.

A discussão se aprofundou na falta de regulamentação e seriedade no mercado de influenciadores. Ele comparou a situação atual com problemas anteriores envolvendo influenciadores e casas de apostas (bets), que causaram “desgraça na sociedade”, e expressou preocupação com a íntima ligação entre as bets e o esporte, que ele considera o “princípio do fim” para a integridade esportiva.

Por fim, Nino Carvalho e Luís Nassif abordaram o patrocínio de bancos e outras entidades com má reputação em clubes de futebol, levantando a questão se tais investimentos visam apenas a divulgação de imagem ou se servem como mecanismos de lavagem de dinheiro. Carvalho sugeriu que grandes bancos também utilizam estratégias de marketing para “lavar a imagem”, financiando campanhas relacionadas à diversidade, por exemplo, enquanto internamente não praticam esses valores.

A entrevista foi transmitida na noite de quarta-feira, 28 de janeiro, durante o programa TV GGN 20 Horas, apresentado por Luís Nassif no canal TV GGN, no Youtube. Assista abaixo:

 Publicado originalmente por: GGN

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