Bolsonaro e Moro (Foto: Divulgação/MJSP)

Bolsonaro disse que Moro veio de um ambiente em que ele “decidia com uma caneta na mão”, mas que agora o governo não pode decidir de forma unilateral e que esse é um “jogo que tem que saber jogar”


O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (8), em entrevista no Palácio da Alvorada, que a próxima prioridade do governo, depois de aprovada a reforma da Previdência, será a reforma tributária. Ele descartou ainda o apoio do Planalto para que o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, tenha a tramitação acelerada.

Bolsonaro disse que Moro veio de um ambiente em que ele “decidia com uma caneta na mão”, mas que agora o governo não pode decidir de forma unilateral e que esse é um “jogo que tem que saber jogar”.

“Entendo a angústia dele (Moro) querer que o projeto dele vá para frente, mas nós temos que diminuir o desemprego, fazer o Brasil andar. Essa é a nossa preocupação maior”, disse.

“E sabemos que uma pressão em cima da reforma dele agora atrapalha um pouco a tramitação da nossa reforma mãe, que é a da Previdência. Eu tenho falado para ele ter um pouco mais de paciência”, acrescentou.

O pacote anticrime de Moro acabou relegado a segundo plano e passou primeiro por um grupo de trabalho antes de ser analisado em uma comissão especial da Câmara, onde o ministro tem sofrido derrotas. Moro cobrou um empenho maior do governo em defesa das medidas, mas Bolsonaro deixou claro que essa não é a prioridade agora.

“Vou conversar com Moro. Teve alguma reação do Parlamento e você não pode causar turbulência. Lamento, mas vai ter que dar uma segurada. Eu não quero pressionar isso daí e atrapalhar, tumultuar lá. Tantas outras propostas não enviamos para não atrapalhar a Previdência”, justificou.

Ao ser questionado sobre a prioridade a partir de agora, depois que a reforma da Previdência foi aprovada em dois turnos na Câmara e será enviada ao Senado, Bolsonaro respondeu: “Tributária. Eu gostaria de estar tramitando outras propostas, mas para evitar tumulto”.

Com informações de A Crítica


Revista Fórum

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