Para Dirceu, ao ameaçar o país com um novo AI-5, o governo revela seu medo de uma revolta popular e expõe sua face autoritária e antidemocrática


Zé Dirceu (Reprodução)

O ex-ministro José Dirceu lançou nesta terça-feira (3) uma coluna no site Metrópoles em que diz, em seu artigo de estreia, que “um espectro ronda Bolsonaro: o povo na rua”.

“Um espectro ronda as noites: o povo rebelado e insubmisso – e a saída militar, a ditadura. As esquerdas e a oposição popular têm um desafio, decifrar essa esfinge”, escreve Dirceu.

Fazendo uma análise do cenário político na América Latina, Dirceu diz que os fracassos das medidas neoliberais e “o pouco ou quase nenhum compromisso com a democracia, não apenas dos militares em questão, mas das elites desses países” levaram à “revolta popular, que nem a mais brutal e covarde repressão, como no Chile, deteve”.

“O grave em nosso país é que a nossa elite, que deu apoio ou compactuou com o golpe, a condenação e a prisão de Lula, fechou os olhos para as ilegalidades de Moro e Dallagnol agora se opõe à agenda de extrema-direita de Bolsonaro, mas apoia em toda linha suas “reformas” liberais de desmonte do Estado Nacional e das conquistas sociais e políticas da Constituição de 1988”, afirma, ressaltando que é ainda “mais grave” o papel exercido pelos militares.

“Que não escondem seu apoio a dois eixos principais da política de Bolsonaro, o alinhamento total à hegemonia e política externa norte-americana e a radical política liberal e de mercado de Guedes, chegando ao ponto de, via entrevistas ou Twitter, mandar recados aos poderes constituídos, Legislativo e Judiciário, endossar por vias indiretas – ou abertamente, como fez o superministro – a tutela militar ou senão simplesmente a ditadura via um novo AI 5”.

Para Dirceu, ao ameaçar o país com um novo AI-5, o governo revela seu medo de uma revolta popular e expõe sua face autoritária e antidemocrática.


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