O mundo chegou hoje a 1,5 milhão de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, das quais já perto de 90 mil foram à morte.

Quase um terço dos casos está nos Estados Unidos, onde há dois dias, o número de mortes passa ou fica perto das duas mil a cada 24 horas.

O Brasil, infelizmente, sobe no ranking de novos casos: já somos o 9° país em número de novos casos que se registram a cada dia, com os números de hoje.

Não é preciso ser especialista para prever que, em duas semanas, este número irá decuplicar-se.

Há apenas 20 dias, os Estados Unidos tinham menos casos do que temos hoje. Agora somam 422.800.

Alguém duvida que aqui estaremos chegando perto dos 200 mil nos últimos dias do mês, mesmo com a subtestagem e a subnotificação notórias?

O Brasil, informa a Agência Estadão, “realizou cerca de 63 mil testes para diagnóstico de novo coronavírus até terça-feira, segundo dados das redes pública e privada computados pelo Ministério da Saúde. Destes, cerca de 13,7 mil haviam confirmado a doença”.

Mais de 20%, portanto – mesmo com todas as precariedades de testes “meia-boca” – e, portanto, quando os testes chegarem, os números vão acelerar seu crescimento.

A única providência do Governo central é a de fazer anúncios de que “liberou geral” a cloriquina.

Com toda a abertura para que seja, de fato, um caminho promissor – e com vários obstáculos, por sua toxicidade e por seus efeitos colaterais, inclusive a perda de visão – algo que é apenas isso, sem nenhuma comprovação de eficácia é anunciado, agora, como política de governo.

Com direito a “meme” da Secom em que, aparentemente, o ministro da Saúde pede arreglo e recomenda o “remédio milagroso” ao qual não há nenhum referendo técnico.

Mas por pouco tempo, porque o Brasil se tornará um imenso laboratório de testes, onde cada brasileiro doente será uma cobaia.

Ainda tem quem ache que “a ciência” e Mandetta venceram a batalha?

Tijolaço

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