A crise brasileira era preexistente, existia antes mesmo do coronavírus, por isso mesmo o impacto nos trabalhadores durante a pandemia pode ser mais severo ainda do que pinta a Folha –infelizmente.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ‘passou recibo’ neste domingo (12), via Twitter, à reportagem da Folha de S. Paulo sobre a dobra do desemprego devido à pandemia do coronavírus.

O jornalão paulistano publicou hoje estudo de pesquisadores da FGV apontando em dois cenários ruins, que necessariamente representarão aumento de desemprego no País.

No mais drástico e real, a Covid-19 poderá potencializar em 12,6 milhões de novos desempregados, qual seja, saltaria para 25 milhões de desempregados. A taxa de desemprego iria para 23,8%.

No cenário mais brando, porém menos factível, o tombo seria de seis milhões de vagas. A taxa de desemprego aumentaria para 17,8%.

Bolsonaro escreve no tuíte que a Folha apoiou as ações “daqueles” que destruíram empregos, mas não determinou os sujeitos. Podem ser Paulo Guedes, a Globo, o sistema financeiro, a Fiesp, enfim…

Bolsonaro denuncia que agora querem culpá-lo pela desgraça na economia, eximindo-se, por óbvio, da responsabilidade: “e agora quer culpar o Presidente da República das consequências [tragédia na economia e no desemprego]”.

O Blog do Esmael já registrou meses a fio, dia sim outro também, que Folha, Globo, Bolsonaro et caterva são farinha do mesmo saco.

Pode parecer repetitivo, mas eles [Bolsonaro e a velha mídia] defendem as mesmas bandeiras contra o trabalho e a favor do capital especulativo. Divergem apenas sobre quem vai ficar com as partes mais gordas do Orçamento da União. Ponto.

A crise brasileira era preexistente, existia antes mesmo do coronavírus, por isso mesmo o impacto nos trabalhadores durante a pandemia pode ser mais severo ainda do que pinta a Folha –infelizmente.




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