Jair Bolsonaro, o bufão da morte, diz numa live com pastores evangélicos que o coronavírus “está indo embora”.
Só se foi porque ele mandou, porque vírus está solto no meio de nós e os dados – é preciso dizer com a palavra certa – IRREAIS divulgados pelo Ministério da Saúde ajudam a sustentar esta mentira.
Hoje e ontem se apontou aqui onde estão, nas estatísticas, o expurgo de casos que “não existem” apenas porque não são testados e, na falta deles, porque não se adota o diagnóstico clínico para a identificação de casos do Covid-19.
A doutora Natália Pasternak, da USP, esta noite, na Globonews, chegou a falar de uma “subnotificação” de 90% dos casos de novo coronavírus, que pela falta de testes, uma vez que estes, mesmo em falta, foram eleitos o método de quantificação, não aparecem nos dados oficiais.
Significa que, segundo sua avaliação, os casos podem ser nove vezes mais que o anunciado. Idem em relação às mortes, porque há uma fila de milhares de exames de pessoas que morreram estocada em uma suposta categoria “outros”, porque não se consegue processar os exames laboratoriais.
Um grande hospital federal do Rio de Janeiro, informação que recebi de quem lá trabalha, tem uma “cota” de quatro kits de exame por dia. O que passa disso simplesmente não é testado.
Os integrantes técnicos do Ministério da Saúde sabem disso.
Por uma questão política estão aceitando que números artificiais estejam sendo passados à opinião pública e que sustentem fraudes como a de um presidente da República ir dizer que o vírus “está passando” justo no momento em que ele está se expandindo massivamente.
Bolsonaro está dramaticamente isolado com um bando de fanáticos. Perdeu o apoio bovino da classe média e virou líder de uma seita.
Ele é um caso perdido, mas não quem enche a boca para falar de ciência e se acumplicia com o discurso fundamentalista de um psicopata.
Vai embora e queria Deus que o vírus seja mais fugaz que ele.
Tijolaço

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