Porta-voz das Forças Armadas do Iêmen afirma que operação contra alvos em Jaffa foi coordenada com Teerã e Hezbollah; grupo pode controlar Mar Vermelho e Estreito de Bab el-Mandeb, ampliando pressão sobre Washington e Tel Aviv

O porta-voz das Forças Armadas do Iêmen, Brigadeiro-General Yahya Sare’e, anunciou em um pronunciamento televisionado na quinta-feira (02/04) que o Ansar Allah, conhecido como Houthis, realizou uma operação militar com vários mísseis balísticos contra alvos israelenses vitais na cidade ocupada de Jaffa.

Sare’e afirmou que a operação foi lançada como parte do apoio do Ansar Allah às frentes de resistência no Iraque, Irã, Palestina ocupada e Líbano. Ele acrescentou que a operação foi realizada em coordenação com os “irmãos mujahidin no Irã e o Hezbollah no Líbano” e “alcançou seus objetivos com sucesso”.

Sare’e salientou ainda que o envolvimento militar do Ansar Allah nesta “batalha significativa e excepcional” é gradual, alertando que o engajamento do seu movimento na guerra não terminará aí.

O porta-voz do Houhtis esclareceu que seu grupo lidará com os desdobramentos futuros de acordo com a escolha de Israel, seja ela uma escalada ou uma desescalada. O anúncio do Ansar Allah ocorreu poucos dias depois de o grupo ter se juntado oficialmente à guerra como parte integrante do Eixo da Resistência liderado pelo Irã no Oriente Médio.

O Hezbollah no Líbano e as Forças de Mobilização Popular (FMP) do Iraque, que também são afiliadas à coalizão anti-imperialista, juntaram-se à luta contra os EUA e Israel no mês passado, depois que ambos os países lançaram conjuntamente sua segunda agressão em larga escala contra a República Islâmica.

Os recentes ataques do Ansar Allah contra Israel foram realizados meses depois de o movimento ter cessado os ataques e as operações no Mar Vermelho, devido ao atendimento de sua exigência de cessar-fogo em Gaza.

Brigadeiro-general Yahya Sare’e, porta-voz das Forças Armadas do Iêmen
Foto: Press TV

De acordo com analistas, o envolvimento do Houthis na guerra em curso entre os EUA e Israel contra o Irã e seus aliados na região do Oriente Médio representa um desenvolvimento crucial.

Para muitos, a capacidade do Ansar Allah de controlar a navegação no Mar Vermelho e, potencialmente, no Estreito de Bab el-Mandeb, serviria como uma alavanca crucial, especialmente considerando o bloqueio contínuo do Irã sobre o Estreito de Ormuz. A combinação dos dois fatores representaria uma mudança estratégica decisiva que poderia levar à capitulação dos governos Trump e Netanyahu na guerra.

Líder do Ansar Allah elogia a força do Eixo da Resistência

Abdul-Malik al-Houthi, líder do Ansar Allah, em um discurso televisionado na noite de quinta-feira (02/04), elogiou as “poderosas e persistentes operações militares” do Irã. Ele enfatizou que “essa força formidável resultou na destruição de bases militares norte-americanas na região e em danos significativos às capacidades israelenses, incluindo a aniquilação de muitos de seus recursos militares. Os próprios EUA reconheceram a escala sem precedentes dessas operações.”

Al-Houthi também abordou as tentativas da mídia ocidental de deturpar a resistência aos ataques EUA-Israel e dividir os povos da região: “A luta contra o sionismo não é apenas a luta do Irã, do Líbano ou da Palestina… É uma luta coletiva de todos nós que nos importamos com o futuro de nossas terras e de nosso povo.”

Ele explicou que essas narrativas midiáticas buscam “distorcer a posição do Irã e de outros membros do eixo da resistência, retratando-os como meros peões em um jogo que não controlam”. Ele acrescentou que, mesmo no caso da resistência palestina, há uma tentativa de sugerir que os grupos palestinos estão “simplesmente lutando em benefício do Irã, sem qualquer causa nobre própria”.

O líder iemenita insistiu que, neste momento crítico, a unidade do eixo da resistência é fundamental. “A verdadeira força da resistência vem da unidade de propósito e do compromisso compartilhado com os princípios da justiça e da retidão… Esta é a chave para superar as táticas de dividir para conquistar do inimigo e, em última análise, levará à ruína de seus planos imperialistas.”

 Publicado originalmente por: Opera Mundi

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