O documento em que Sérgio Moro garante ao ministro Luiz Fux que não determinou a destruição das mensagens apreendidas na Operação Spoofing deixa em situação constrangedora o ministro João Otávio de Noronha; em nota, o presidente do STJ disse ter recebido telefonema de Moro, informando-o que ele estava entre os hackeados e que o material seria "descartado para não devassar a intimidade de ninguém"


247 - O ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, pode deflagrar uma nova crise do governo de Jair Bolsonaro com o Poder Judiciário. Desta vez, com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha.

Em documento encaminhado ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Moro disse que não orientou ou determinou a destruição do material obtido pela Operação Spoofing, que apura invasões a celulares de autoridades pelos supostos "hackers de Araraquara" (leia mais no Brasil 247).


Esta informação oficial de Sérgio Moro ao ministro Fux desmente declaração do presidente do STJ, Otávio de Noronha. No último dia 26 de julho, o STJ divulgou uma nota oficial afirmando que o ministro Otávio de Noronha recebeu telefonema de Moro informando-o que o magistrado teria sido uma das vítimas dos "hackers" e que o material apreendido pela Polícia Federal seria "descartado para não devassar a intimidade de ninguém".
Leia, abaixo, a nota do STJ:

​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, confirma que recebeu a ligação do ministro da Justiça, Sergio Moro, informando que o seu nome aparece na lista das autoridades hackeadas. O ministro do STJ disse que está tranquilo porque não tem nada a esconder e que pouco utilizava o Telegram.

O ministro Moro informou durante a ligação que o material obtido vai ser descartado para não devassar a intimidade de ninguém. As investigações sobre o caso são de responsabilidade da Polícia Federal, a quem cabe responder sobre o caso.​




Brasil 247

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