© REUTERS / Agustin Marcarian
Anteriormente, o ex-presidente boliviano classificou a ordem de detenção emitida contra si de "injusta, ilegal e inconstitucional".
O ministro do Interior do Governo de facto da Bolívia, Arturo Murillo, reconheceu que será "complicado" cumprir o mandado de detenção emitido pela Procuradoria boliviana contra Evo Morales.
"Obviamente será muito complicado conseguir deter Evo Morales porque está no país vizinho, a Argentina" disse Mirillo em entrevista à CNN.
Porém, ele destacou que as autoridades de fato podem ativar o processo de extradição contra o presidente destituído.
De acordo com o ministro, Morales "tem um dívida para com o Estado boliviano, tem que responder perante o povo boliviano e deve pagar porque há crimes que devem ser pagos segundo a lei, com a prisão".
A ordem de detenção de Evo Morales foi anunciada esta quarta-feira (18) pela Procuradoria, em resposta a uma investigação iniciada contra o ex-presidente boliviano por alegados crimes de sedição, terrorismo e financiamento de terrorismo.
No entanto, Morales disse, através de sua contra no Twitter, que legalmente continua sendo presidente do país, porque sua demissão "não foi considerada pela Assembleia Legislativa, de acordo com o Artigo 161 número 3 da Constituição Política do Estado".
Na noite desta quarta-feira (18), o Ministério Público da Bolívia emitiu uma ordem de prisão contra Evo Morales e o intimou a voltar para a Bolívia.

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